Sindicato aciona MPCE sobre agravamento do caos na Saúde do Estado

CAOS

O Sindicato dos Médicos do Ceará acionou, nesta quarta-feira (8), a Promotoria de Defesa da Saúde Pública, do Ministério Público do Estado (MPCE), através da Dra. Lucy Antoneli Domingos Araújo Gabriel da Rocha, sobre o agravamento da situação da Saúde comprovado pela falta de profissionais, medicamentos, equipamentos e insumos nas unidades da Rede Municipal (Fortaleza) e Estadual, o que vem trazendo graves prejuízos na execução dos serviços médicos e assistência à população.

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Em ofício, nº 0144/2017, o Sindicato enumera graves denúncias – verificadas e confirmadas pela entidade – oriundas de profissionais médicos e solicita o encaminhamento de medidas resolutivas às situações apresentadas. Estas referem-se ao:

  • Hospital Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (Hospital do Coração de Messejana): falta de compressas cirúrgicas, de campos cirúrgicos e de fios de aço cirúrgico, resultando no cancelamento de cirurgias cardíacas;

  • Hospital Geral de Fortaleza (HGF): falta de papel toalha, o que aumenta o risco de infecção hospitalar; falta de importantes medicamentos para o tratamento de doença hipertensiva da gravidez no serviço de ginecologia e obstetrícia da unidade, como o misoprostol, nifedipina e o sulfato de magnésio; funcionamento parcial do laboratório, devido a falta de realização de inúmeros exames (listagem abaixo);

  • Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS): falta de inúmeros medicamentos (quimioterápicos, medicações anti-hipertensivas), materiais e insumos (conforme lista abaixo), resultando, inclusive, no cancelamento de cirurgias;

  • Saúde Mental: descumprimento do calendário proposto no Termo de Ajuste de Conduta firmado em 25 de julho último, onde a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) compromete-se a reestruturar a Rede de Atenção Psicossocial de Fortaleza, visando o atendimento extra-hospital adequado aos pacientes portadores de transtornos mentais;
  • Hospital Regional Norte (HRN-Sobral): fechamento da regulação de pacientes para a Neonatologia (UTI Neonatal e Unidade de Cuidados Intermediários) e da regulação obstétrica para partos, com consequente redução da prestação de atendimento materno-fetal à população da Região; falta de insumos e medicamentos; atrasos nos pagamentos das remunerações aos profissionais (conforme memorando abaixo).

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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