Saúde Precisa de Segurança: Sindicato reitera, às autoridades públicas, solicitação de segurança armada nas unidades de Saúde

Saúde Precisa de Segurança

Carta Aberta à Sociedade Cearense – Saúde Precisa de Segurança

O Sindicato dos Médicos do Ceará vem a público externar apoio e solidariedade aos profissionais vítimas de coerção, na noite do último dia 29 e madrugada do dia 30 de março, enquanto prestavam atendimento no Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana, em Fortaleza, por membros alegados de uma facção criminosa. Em nome da categoria, o Sindicato também lamenta o posicionamento da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Estado que, contrariando a legitimidade de nota divulgada sobre o caso por duas entidades representativas de médicos especialistas – a Cooperativa dos Ginecologistas e Obstetras do Ceará (Coopego) e a Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia (Socego) – limitou-se a informar da falta de registro do referido episódio na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e delegacias responsáveis. É razoável considerar o sentimento de medo pelo qual passam os profissionais envolvidos na ocorrência e que a falta de tal registro formal nos órgão de segurança não exime a SSPDS de suas responsabilidades, especialmente em face da ampla divulgação e comprovação mediante relatos das entidades representativas da categoria médica. Destaque-se que as situações de violência, tantas vezes noticiadas pela imprensa e notificadas pelo Sindicato aos órgãos competentes, vêm se repetindo e se agravando. Por essa razão, o Sindicato reitera às autoridades públicas a solicitação de segurança armada – 24h – nas unidades de Saúde do Ceará onde já foram comprovadamente registrados casos de violência. Relembramos tratar-se de pleito da categoria desde julho de 2016, quando lançada a Campanha Saúde Precisa de Segurança.  A entidade aguarda que se cumpra a promessa de inclusão dessas unidades de saúde no 'Pacto por um Ceará Pacífico', feita pelos representantes públicos do Estado e do Município de Fortaleza. Deseja-se que fatos lamentáveis como esse, que transformam o exercício da Medicina em uma profissão de risco, não se repitam, pois levam àqueles que se dedicam a salvar vidas ao sofrimento e desestímulo.

Fortaleza, 02 de Abril de 2018

Sindicato dos Médicos do Ceará

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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