Caos na Saúde: superlotação, suspensão de atendimento e insegurança em hospital fazem mais uma vítima

Caos na Saúde: superlotação, suspensão de atendimento e insegurança em hospital fazem mais uma vítima

Reportagem publicada no Portal e no jornal O POVO desta terça-feira (21), noticia mais um lamentável fato decorrente da crise na Saúde Pública do Ceará. Segundo a matéria, no último sábado (18), a suspensão de atendimento no Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira (Frotinha da Parangaba), em Fortaleza – devido à superlotação – causou confusão e um Guarda Municipal, que atendia a ocorrência de dois pacientes que causavam tumulto, foi espancado a chutes e golpes de capacete. O agente teve afundamento de crânio e traumatismo craniano e acabou sendo encaminhado ao Instituto Doutor José Frota (IJF).

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A reportagem destaca denúncia de uma fonte, que pediu para não ser identificada, sobre a superlotação: "Se você for de carro eles mandam voltar. Só estão atendendo quem está para morrer ou as pessoas encaminhadas pelo Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência). A máquina de cortar o gesso também segue quebrada, então todos que estão para o retorno acabam voltando".

De acordo com a notícia, essa mesma fonte informou que dois homens em uma motocicleta chegaram à unidade de saúde e causaram tumulto ofendendo funcionários devido a falta de atendimento. A Guarda Municipal foi acionada para conter a situação e o então agente, que foi xingado pelos dois pacientes, deu-lhes voz de prisão. Em seguida, a dupla passou a agredir o guarda municipal com golpes de capacete e chutes.

A presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dra. Mayra Pinheiro, lamenta que, apesar dos esforços empreendidos pela entidade através da Campanha Saúde Precisa de Segurança – lançada desde julho de 2016 –, fatos como esse continuem colocando em risco a vida de servidores sem providencias efetivas das autoridades públicas. "Há mais de um ano insistimos junto às autoridades governamentais com a Campanha Saúde Precisa de Segurança para que, pelo menos nas unidades de saúde onde já ocorreram casos de violência, houvesse a presença de policiais armados. Até agora, nenhuma medida efetiva foi tomada e assistimos, mais uma vez, a cena se repetindo. Seguimos como sobreviventes, atordoados em um Estado incapaz de prover o mínimo necessário para as garantias dos direitos fundamentais aos seus cidadãos. No último dia 4 deste mês – em menos de 15 dias –, um profissional médico também foi vítima de violência enquanto prestava atendimento nesta mesma unidade". 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará, com informações do jornal O POVO

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